Os netbooks não vieram para ficar. Os ultrabooks, talvez...

Os netbooks não vieram para ficar. Os ultrabooks, talvez…

Vez ou outra o mercado aposta em tecnologias que, a princípio, são grandes promessas de inovação e tendência, mas que com o passar do tempo demonstram-se insuficientes para atender as necessidades e expectativas do grande público. E foi exatamente isto que levou os netbooks ao abismo do consumo.

A Samsung, uma das empresas que mais investiu na categoria, já informou, segundo notícia publicada no blog francês Blogeee, que estará após o primeiro trimestre do ano que vem descontinuando sua produção de netbooks, para investir pesado na fabricação de seus primeiros ultrabooks.

Mas, o que é um ultrabook?

Os ultrabooks devem ser a grande atração de 2012, trazendo para o mercado um conceito totalmente inovador em computadores portáteis, aliando toda a comodidade de um computador compacto com toda a capacidade de um computador normal, diferentemente dos netbooks, que apostaram em computadores pequenos e confortáveis, mas com capacidades extremamente insuficientes quanto as exigências do atual mercado de softwares.

Acer e Asus, duas das empresas que, a exemplo da Samsung, também apostaram alto nos netbooks, parecem ter saído na frente no mercado dos ultrabooks.

A linha de ultrabooks da Asus, chamada de Zenbook, deve chegar ao Brasil ainda no final deste mês. Sabemos ainda que duas opções estarão disponíveis aos consumidores, uma delas trata de um dispositivo com apenas 11 polegadas, e a outro, de um dispositivo com 13 polegadas.

O modelo de 11 polegadas do Zenbook traz um produto equipado com um processador i5 de 1.6 GHz, 4 GB de RAM, SSD de 128 GB, câmera integrada, entradas microHDMI e miniVGA, além de uma porta USB 3.0. Já o modelo de 13 polegadas vem com um processador i7 de 1.8 GHz, 4 GB de RAM, SSD de 256 GB, além das demais conexões citadas na descrição de seu irmão menor.

As pequenas diferenças entre os dois modelos do Zenbook causam uma disparidade significativa entre os preços dos produtos. O Zenbook de 11” pode custar cerca de R$ 3.999,00, enquanto que o modelo de 13” deve chegar aqui pela bagatela, modo de falar, de R$ 5.999,00.

A Acer também se adiantou em anunciar a chegada do seu modelo por aqui. O Aspire S3 deve chegar as prateleiras brasileiras logo no início de dezembro, a tempo de virar presente de natal. O Aspire S3 deve custar entre R$ 2.799,00 e R$ 3.599,00, dependendo da configuração que o usuário escolher.

A empresa está sendo um tanto quanto mais ousada do que a Asus quanto ao quesito processador. Os ultrabooks da Acer devem disponibilizar modelos com os processadores i3, i5 e i7, todos com 4 GB de RAM e HD de 320 GB, além das conexões multimídia que o aparelho deve possuir. Porém, vale lembrar que todos os modelos de configuração do Aspire S3 virão com uma tela única de 13.3 polegadas.

Podemos notar que os preços da Asus são significativamente mais caros que os preços da Acer, motivo este causado pela tecnologia de armazenamento que está sendo utilizada entre as empresas. Pois, enquanto a Acer produz um ultrabook equipado com HD, a Asus aproveita a inspiração e o embalo do mercado para dar mais importância ao SSD, que também deve ser uma tendência a partir de 2012, mas isto é assunto para depois.

No mais, os mais de 50 modelos que devem ser anunciados durante a CES 2012, trarão características comuns à categoria, como espessura, peso e tamanho da tela. Acredita-se que os primeiros ultrabooks que adentrarão com força total no mercado tenham entre 4 e 5 milímetros de espessura e telas em torno das 11 ou 13 polegadas.

Então, os ultrabooks vieram mesmo para ficar?

Bom, já que Steve Jobs não está mais entre nós para prever o futuro e nos dar uma reposta precisa do que irá acontecer, talvez sejamos tolos em dizer que sim ou não à instituição dos ultrabooks como uma tendência. Mas, se fizermos uma pequena retrospectiva é possível chegarmos a algum lugar.

Veja bem, em 2009 os netbooks eram a grande atração do mercado, mas foram logo substituídos pela onda dos tablets, que adentraram no mercado em 2010, combinando hardware e software em conjunto com uma tecnologia que atraiu o público como nunca antes, e é claro que estamos falando das incríveis telas sensíveis ao toque.

Desde 2010, tablets e smartphones, ainda que não sejam computadores portáteis propriamente ditos, são tidos como os dispositivos compactos preferidos do grande público consumidor, uma vez que estes fazem tudo, ou quase tudo o que um computador normal faz, já que os softwares desenvolvidos para estes aparelhos se mantém proporcionais ao hardware a eles aplicado. Logo, sendo uma categoria que alcançou números incríveis durante todo o ano de 2011 e com várias promessas de inovações para 2012, seja com a chegada do tão esperado chipset Kal-El da NVIDIA, ou da presença cada vez maior da nova versão do sistema operacional Android, mais conhecida como Ice Cream Sandwich, responsabilidade da gigante Google, tornam a categoria uma forte concorrente e ameaça à instituição dos ultrabooks.

Prever algo requer muita responsabilidade e cara-de-pau. Mas, como diz o ditado, quem não arrisca, não petisca, não é mesmo?

Então vamos lá! Se tomarmos como exemplo de que mesmo os usuários de tablets e smartphones estão procurando cada vez mais periféricos que auxiliem o uso dos seus aparelhos, como mouses, canetas capacitivas e teclados, mesmo com toda essa ambição pela tecnologia do touchscreen, teremos então pontos contando para a popularidade dos ultrabooks, que serão tão finos, pequenos e cômodos como os tablets e smartphone da era atual, se não forem um pouco mais, e ainda, com capacidade de hardware, software e precisão no controle das aplicações, bem como as próprias aplicações, muito superiores.

Eu acho sim que os ultrabooks estão vindo para ficar. Não para substituir os tablets e os smartphones, mas para ficar, quem sabe, até para agradar um público um tanto quanto diferenciado daqueles que gostam de tocar os dedos na tela de seus aparelhos. Um público que esperava que seu netbook fosse capaz de rodar, pelo menos o mais novo pacote de aplicativos do Microsoft Office ao mesmo tempo em que navega na internet, sem travar.

Bom, esta é a minha opinião, mas e você, o que acha disso tudo?

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